30.1.19

Aquele exato momento

A noite passada sonhei que te perdia e doeu quase tanto como no dia em que te deixei.


Estas são mais umas das mil palavras redundantes para te dizer que te amei. E espero que saibas que ainda te amo... vou sempre amar. Sei que não foi nem é o amor que mereces mas quero que saibas que não deixa de ser amor por isso. Não és meu e não sei se algum dia fui tua, mas este amor será sempre nosso e os detalhes ficam comigo. Não vou contar a mais ninguém os pormenores da cor dos teus olhos quando me vias, o sorriso que esboçavas quando eu corava ou o formato curioso da tua boca depois de um longo beijo meu. Não lhes vou dar a nossa intimidade de mão beijada pois eu sei que ninguém nos merece como nós.
Então diz-me como tens passado e o que tens feito que eu conto-te como tem sido a minha vida longe de ti. 

Neste momento o que tenho mais presente é o momento em que soube que te amei. Paraste o meu mundo e ele nunca mais girou de forma igual. Estavas a tentar fazer-me rir sem noção alguma do que era certo ou errado, para ti não havia nada mais correto do que fazer-me feliz. Acho que naquele exato momento o universo inteiro se calou para ouvir o meu coração ser teu. E puff, lá estava eu, a olhar para ti como quem olha para uma vida inteira, lá estava eu, cega, surda e muda para tudo o que não fosse teu. Lá estava eu e tu, só nós. 

Talvez tenha sido igual ao momento em que nos deixámos, acho que o universo inteiro se calou para ouvir os nossos corações partir. E puff mais um pedaço caía conforme dizíamos adeus. "Independentemente de tudo, o meu amor por ti perdura" não o disse, mas juro que foi por um triz. Em vez disso agarrei-te na cara e dei-te um beijo. Se me perguntas, claro que foi estúpido, não se acaba com alguém com um beijo na boca mas eu tinha que me despedir de todas as formas e maneiras possíveis. Sei lá quando é que te ia voltar a ver, ou tocar, ou beijar. 
Não quiseste acreditar que era verdade, não quiseste acreditar que realmente tinha chegado o fim. Quebrei todas as nossas promessas naquele momento pois tu já tinhas quebrado todas as nossas memórias antes. O momento em que soube que era tua foi dos poucos inquebráveis que ficaram. Estragaste-nos e mesmo assim no fim, eu só queria um beijo teu porque já tinha saudades.
Mas não, não havia nada que me fizesse ficar e lamento por isso. Não por falta de amor por ti, mas por excesso de amor por mim.

Bem, já são pormenores a mais para quem quer saber tão pouco.
Mas tens que saber quando te amei. Não foi antes, não foi depois, não foi com um grande gesto, e muito menos quando te disse a palavra. Nunca te cheguei a dizer que foi naquela fração de segundo devido à tua forma mais simples de ser que tornaste este amor tão complexo. Foi naquele momento em que te olhei e que soube éramos para sempre.
Construímos o nosso lar um no outro e desculpa se não tenho outra forma de te descrever.

17.11.18

Stay


E eu quero imenso ser quem tu mereces que eu seja mas eu não sei como te amar.
Porque eu olho para ti e sei que não te posso perder mas não sei como te agarrar. E tu dizes que só eu chega mas e se eu não estiver inteira, chega-te?
Porque eu olho para ti e sinto que não podes ficar para sempre neste impasse comigo mas não me consigo decidir. E tu dizes que todo o tempo do mundo para esperar por mim é pouco mas e se no fim esperares muito por tão pouco?
Porque eu olho para ti e sei que naquele momento eu quero-te mas no dia seguinte não nos quero. E tu dizes que te querer por um momento é a tua maior sorte mas e se eu te disser que fui o teu azar?


O passado retirou me a força que devia ter para lutar por nós e eu não sei onde encontrar o que me falta. Porque o que me roubaram, já não me devolvem e tu dizes que vais comigo a procura do que for preciso mas eu sei que procurar não chega. Que nem com toda a tua vontade e coragem unidas à tua determinação e paixão reconstroem o que se partiu. E eu perdi tanto quando me partiram...

Resta-me um pedido de desculpas por não me dar totalmente e irrevogavelmente a ti, por não puder ser tua. É que sabes, já não sei ser de ninguém...
Então: Desculpa. Desculpa por quereres desistir de mim e não conseguires, desculpa por cada toque meu ser uma esperança, por cada sorriso meu te fazer ver que vale a pena a tua auto-destruição, por cada olhar meu te fazer querer lutar pelo que não existe. Dentro de mim não há nada para te dar e eu tenho medo do dia em que percebas isso, do momento em que percebas que eu não sou os suficiente para nós.
Mas ainda assim peço-te para que não me deixes porque preciso de ti. Sei que é egoísta e cruel da minha parte. É um pedido desrespeitoso porque sei que neste momento não me consegues dizer que não enquanto te olho nos olhos e te peço para ficares, assim, sem mais nem menos, sem justificações ou argumentos, sem outras perguntas ou respostas. Não me consegues negar porque a simples junção das letras que faço para te pedir que fiques é demasiado para ti por ter sido eu que as proferi. Pedir-te que fiques é um ato de violência contra ti e contra mim própria mas ainda assim, fica o tempo que conseguires até eu ter coragem de te dizer para ires embora, até eu ter coragem de te libertar e deixar ser melhor junto de outra pessoa. Mas por agora:


Fica.