15.11.17

p r o m i s e s & S O R R Y

Ás vezes perdoamos quem não merece perdão.

Desiludiste-me. E o pouco que sei é que não te conheço, que nunca te conheci. Que todo o tempo que estivemos juntos foste quem não eras e muito menos quem deverias ser. Apaixonei-me por alguém inexistente porque fizeste com que parecesse real. Tudo o que senti parecia verdadeiro junto do que era falso.



Nunca te prometi nada que não conseguisse cumprir, nunca te prometi sentimentos futuros porque não eram promessas ao meu alcance. Sei que nunca te desiludi porque nunca dei menos do que disse que daria.
Não prometeste atitudes, prometeste palavras e como é costume dizer "essas o vento leva". Durante todo o nosso tempo juntos construíste uma maneira de nos destruir e neste fim, conseguiste. Acabaste connosco sem olhar para trás e de uma maneira muito pouco digna. Não houve respeito, não houve maturidade e não houve sinceridade acima de tudo.





Hoje o que mais me custa é ter de duvidar do que foste, do que fomos, do que fui contigo. Dói-me atirar o que fomos para trás das costas enquanto questiono se realmente me amaste. E acredita que me custa imenso duvidar do que um dia foi uma certeza.
Sei o que estás a pensar... parece injusto duvidar de tudo o que fizeste por mim porque terminamos, mas não é só pelo nosso fim, é pela forma como apareceu, pela forma como agiste quando este chegou.

Ás vezes perdoamos quem nunca nos pediu perdão.

Percebi que tinha de ultrapassar mesmo sem respostas, tinha que deixar de fazer perguntas. Só me restava perdoar por mim. E admito que ainda não te perdoei totalmente, porque o que fizeste não foi de alguém que eu jurei conhecer.
Mas eu vou perdoar mesmo sem um pedido de desculpas porque devo isso a mim própria. Porque não perdoar era errar comigo mesma.

Não precisarei de um pedido de desculpas mais à frente. Conheço o ser humano o suficiente para saber que por vezes erramos e não deixamos de crescer por não termos pedido perdão. Porque sei que por vezes pedir desculpa requer coragem de ter que olhar nos olhos que choraram por nossa causa, olhar para a pessoa que magoamos. 

O nosso fim foi algo invulgar, não começou e não acabou. Apenas chegou e ambos soubemos que pouco ou nada haveria a fazer. Tudo o que "tentamos" foi por descargo de consciência e respeito pelo passado. Somos mais felizes em separado.



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