20.1.15

Ciclos de Vida

Hoje foi um dia Haplodiplonte em termos de felicidade e tristeza. Não tive alternâncias de gerações ou fases nucleares mas tive alternâncias de estados de espírito. Se eu tivesse que renomear o meu dia seria diplonte, caso a "diplocidade" fosse uma tristeza. Mas tive duas fases boas. E uma delas foi a última.
Depois de ter apanhado o autocarro e ter vindo literalmente o caminho todo, 20 minutos numa choradeira incontrolável (sou um bebé), na paragem de autocarro estavas tu. Não estavas lá por mim, penso eu, mas nunca vi ninguém tão feliz por me ver. Peguei em ti, lambeste-me a cara toda e miaste, e eu adoro-te por isso, adoro-te por me ter trancado de seguida no quarto e tu teres ficado a porta à miar, adoro-te porque ficas verdadeiramente entusiasmado por me veres apesar de seres embirrento. Não és um cão, não és considerado o melhor amigo do homem e até podes ser visto como arrogante, mas és o meu melhor amigo. Porque ficaste comigo depois de uma viagem de merda.
És para sempre.

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