19.8.14

To what Extent does Appearance Deceive and the Past Hurts ?

Hoje, em apenas poucos minutos de conversa, todas as minhas memórias, os meus ideais de infância foram destruídos. Remexer no passado foi talvez a pior das melhores ideias que poderiam ter surgido numa noite de domingo.
Aquela família que eu invejava e a queria para mim não existia. A aparência era majestosa mas o seu interior era um caos.
Até que ponto a aparência ilude? Até as pessoas não conseguirem manter-se em silêncio e suportar todas as injustiças? Qual das duas dores é pior numa família em que um dos membros é facilmente manipulado e "quase" sociopata, a dor física no passado e no presente ou os rastos de dor psicológica que certamente iram atrapalhar o futuro?
Facilmente poderei dizer que se usam uns aos outros como armas, prontas para atingir qualquer inimigo que possa gostar de guerras, ou seja, o soldado gosta da pólvora até esta o perfurar sem piedade alguma e poderá isso durar para sempre? Será que alguma vez termina a dor? é necessário o soldado morrer daquilo que gosta?
Não acredito deva ser julgada por não acreditar no 'para sempre'. Temo que um momento de dor ou de alegria possa durar uma eternidade, como já referi. Mas também não acredito que possamos ser julgados pelas nossas crenças, obviamente que acabamos sempre por receber olhares indesejados e ouvir palavras repulsivas mas faz parte do processo de crescimento das pessoas que ainda acreditam que alguma coisa dura exatamente sempre.
Nas famílias acontece de forma diferente. Sempre arranjamos maneira de perdoar os entes queridos mesmo que não exista perdão. Tentamos fingir que as dores sentidas valem a pena e são menores que as alegrias causadas, mas será essa a verdadeira razão?
Todas as famílias discutem, esse não é de todo o ponto da questão, mas não haverá um limite para cada som emitido, cada gesto cometido? Não existirão
leis - não regras - numa família? e se quem pune é a mesma pessoa que infringe a lei? o que fazer quando não existe tribunal para condenar os erros? Sai-se à rua e sorri-se? Finge-se ser uma família que irá viver feliz para sempre? ou acaba-se o sofrimento e deixa-se de ter um apoio familiar e começar a ser independente de erros, apoio e dinheiro?
Uma família não é unida por sangue, é unida por laços que, de vez em quando, viram nós sufocáveis.

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