18.10.13

Alma

Hoje a caminho de casa, por volta das 19:30, senti a pequenas, simples e frescas gotas de chuva a escorrer pelo meu cabelo e a cair pelo meu rosto quente. O céu já se estava a pôr negro. As luzes da minha rua estavam acesas, de um tom amarelo alaranjado que se fazia notar de longe. Na rua avistavam-se umas poucas pessoas, uns homens no café ao pé da farmácia. Rapazes e senhoras a passear o animal de estimação, as lojas a fecharem e todos estes olhos postos em mim. Apercebi-me no quanto tinha crescido. Outrora não conseguia caminhar por aquelas ruas sem medo de algo ou alguém, e hoje, estava a andar apressadamente e um pouco insegura. Acalmei o passo e pensei 'Já nada me assusta mais.' e continuei. Tive uma sensação de liberdade tremenda, como se, realmente, nada me assustasse mais, pelo menos, naquele momento isso aconteceu.

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