9.2.13

Being in Love


“Você pensa que esse troço que você está sentindo é amor, mas não é. No amor não tem essa de precisar quando quer, procurar quando bem entender, se importar quando der vontade: amor é urgência. Amor é um descontrole do nosso próprio corpo, porque a nossa mente tem o princípio de nos sabotar. Amor é a falta de fôlego depois de um beijo demorado, mas também é a falta de fôlego só de pensar em alguém. O amor é um sentimento tão simples que, exatamente por isso, pode ser confundido com outras coisas como carência, admiração, respeito ou medo da solidão. Isso que muita gente rotula como amor, na verdade, não passa de um gostar. Porque, quando se gosta, existe uma vontade de estar perto, mas não existe uma disposição de atravessar a cidade às três da manhã só porque o outro precisa de colo. A segunda opção, no caso, é amor.
Quando se ama também se conhece o valor e o significado da palavra sacrifício. Amar é renunciar, ou seja, colocar o outro à frente de qualquer outra prioridade. Gostar é querer estar junto no próximo final de semana; amar é querer ficar colado pro resto da vida. Sexo não é amor, é necessidade. Tesão não é amor, é biologia. Paixão não é amor, é doença. Comodismo não é amor, é teimosia. Mas afinal, o que é amor? Pergunta pro teu coração quando ele pulsar forte, fazer os seus olhos brilharem, as suas pernas ficarem bambas, a sua voz falhar, a sua cabeça girar, o seu estômago revirar e estrelinhas piscarem pra você. Acredite, ele não o dará uma definição, mas sim um nome. Você acaba de o encontrar. É ele. É o amor.”






Sem comentários:

Enviar um comentário