11.2.13

Bed of Roses


Hoje apeteceu-me escrever sobre ti. Os teus actos devem ser relembrados, as boas memórias devem ser vividas de novo ainda que na minha mente apenas. Começo por dizer algo que tem muito poder mesmo sendo só palavras: Tu amavas-me. Com muita pena minha que não vi isso mais cedo. Sei que de nós os dois foste o que mais amaste e sofreste com esta relação e, desde já, peço desculpa. Não que agora faça diferença.
Lembro-me de tantas coisas como se fosse ontem. Lembro-me das chamadas até tarde em que esperavas que eu adormecesse antes de desligares; Lembro-me das quartas-feiras que ficavas na Ericeira mesmo que fosse para me ver apenas meia hora; Lembro-me de aos sábados ires-me buscar e levar a casa porque eu tinha medo de sair sozinha; Lembro-me da tua disposição de atravessares a "cidade" toda a pé só para ficarmos a ver um filme juntos - e como referi no texto anterior, isso sim era amor; Lembro-me de me pedires em casamento e quereres ficar comigo para toda a vida; Houve imensas mais coisas que poderia escrever aqui para te dar o devido valor, mas se não dei na altura, porque seria agora diferente ? não mudaria simplesmente nada.
Eu cresci. Eu mudei Ricardo. E grande parte daquilo que sou hoje deve-se a ti. Tanto as coisas boas, como as más. Tinha 13 anos na altura, agora tenho 15. Acredito que também tenhas mudado. Já tens 18 anos. Já és um adulto - embora o tenhas sido quase sempre para comigo. - De vez em quando vem um arrependimento mas se pudesse fazer tudo de novo não mudava nada porque sei que o que aprendi em relação ao amor se deve à nossa história e como todas as histórias, há um fim.


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