7.6.12

The Diary Of a Childhood


Querida Inês,
Mais uma vez sinto a tua falta. Mais uma vez o meu rosto se encheu de saudades liquidas que saiam dos meus olhos reflectindo a minha alma. Mais uma vez a dor no meu peito deu conta de mim por completo. É difícil pensar como éramos tão felizes juntas, sempre juntas e de mãos dadas. Como o teu coração quente transformava o meu ser odioso em amor.
Mais um dia em que não tenho ninguém e disfarço as minhas lágrimas com desculpas e sorrisos. Eras a minha melhor amiga, 365 dias depois de ires, continuavas a ser a minha melhor amiga, 2 anos depois quando me perguntavam quem era a minha melhor amiga eu respondia que eras tu e toda a gente me dizia "mas já não a vês à dois anos" era verdade, mas eras tu. Passados 3 anos depois de ires, eu vacilei, vacilei e depois de tanto chorar prometi te esquecer. Apagar as memórias e seguir em frente o que na verdade não resultou muito bem, porque apareceste num dia e sorriste, disseste-me "olá" e foste embora. Estavas totalmente igual, mas mais alta e elegante. E lembraste-te de mim e a partir desse dia pensei que te voltaria a ver muito mais vezes, mas errei. E agora, passados 8 anos inconsoláveis, aqui estou eu. A chorar por ti mais uma vez, na esperança que um dia voltes e venhas ajudar-me a ultrapassar isto, pois sozinha não consigo.
Não te esqueças:
Sinto a tua falta, talvez só hoje, talvez só amanhã, talvez até sempre, fica bem.

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