14.12.11

Lua

Estou trancada entre quatro paredes, uma única varanda que dá para árvores, uma estrada e uma Lua linda e brilhante, contudo sozinha. Sinto-me como isso mesmo, uma Lua. A sua beleza é conquistada graças á luz do Sol, apenas isso. Sem um Sol, seria nada. Eu sou o mesmo sem ti. 
Dentro destas paredes, penso. Fico horas a pensar no mesmo. Um pensamento muito idiota, um pensamento sobre a tua felicidade com outra rapariga. Mais cedo ou mais tarde vai acontecer, mas espero já não sentir o que sinto agora por ti.
Por vezes vou á varanda e para confirmar que estou viva, e que aquele corpo é mesmo o meu corpo, sinto aquela brisa fria na cara, oiço as árvores a abanarem e as folhas a caírem em direção ao chão. Vejo aquelas sombras assustadoras que apenas servem para evocar aquilo que é impossível de ser alcançado. Olho para a Lua que nos dias em que estou mais triste esconde-se por detrás das nuvens, talvez ela esteja igual a mim e não quer que ninguém se aperceba de tal. Apesar de escondida continuo a observa-la e sempre que o faço, existe sempre uma estrela mais pequena ao lado dela, uma muito pequena, sorrio para ela como se estivesse viva.
Volto para dentro, deito-me na cama, fecho os olhos e peço que amanhã não faças o mesmo que fizeste no dia anterior, mas infelizmente, volta sempre tudo a acontecer, como um ciclo.


   

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